sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Executivo, Legislativo e Judiciário, em quem acreditar?

A comissão de negociação do SINTEPP esteve presente na sexta-feira (28) em mais uma tentativa de sair do impasse instalado pelo governo para sairmos da greve que já dura 34 dias, mas a intransigência do (des) Governo Jatene ainda insiste em mentir para a sociedade quando diz que não dispõe de recursos para a integralização do Piso Salarial, mesmo quando o sindicato apresenta os dados técnicos do orçamento comprovando a disponibilidade da verba pública.
A reunião de conciliação realizada no Fórum de Justiça do Estado e presidida pelo Juiz Elder Lisboa, o governo não apresentou nenhuma novidade para a categoria, que já conhece a falta de compromisso do PSDB. O Sindicato propôs o pagamento integral do Piso de 2011 até dezembro e, a partir de janeiro possa integralizar o novo Piso Salarial até abril, mas como era de se esperar a comissão governista não aceitou a proposta, recusando-se a negociar de maneira honrosa, prejudicando a comunidade escolar. A postura vergonhosa de um governador que afirmou em campanha eleitoral que sua prioridade seria a educação pública, só legitima nossa luta e disposição para combater fortemente quem desvaloriza milhares de trabalhadores (as), reforçamos junto a sociedade que a greve continua, Jatene a culpa é tua!.
Infelizmente na próxima sexta-feira (4) o juiz vai sentenciar já que não houve êxito na tentativa de conciliação e, decidirá os rumos desse impasse.

Fonte:http://www.sintepp.org.br/v2011/noticias_destaque_2/index.php?id_noticia=11

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Imprensa marrom: o comprometimento da informação, "é tudo verdade nas minhas mentiras".


Recentemente, foi noticiada à sociedade que os trabalhadores em educação “INVADIRAM" o prédio da Secretaria de Administração do Estado e que paralisação de professores estaria perto do fim. Estas afirmações e a estratégia utilizada para mostrar apenas as posições do governo são no mínimo estranhas e nos levam a refletir sobre a imparcialidade do ato de noticiar. Os desdobramentos da reportagem, especialmente montada para tentar passar para a sociedade paraense que os trabalhadores em educação em greve desde o dia 26 de setembro, são inconsequentes e que o Governo de Simão Jatene/Nilson Pinto são os coitadinhos da história, refletem justamente sobre os milhões pagos a este jornal, por seu principal cliente: o Governo do Estado.
Assim, a base clientelista desta organização segue fazendo finanças à custa das mazelas sociais. Como é nitidamente tendenciosa e criminosa a forma como esta imprensa “marrom” trata de uma questão social delicada, que é o desmonte da escola pública no Estado do Pará e a greve dos trabalhadores em educação.
Notadamente as pessoas que foram “entrevistadas” ou que são contra o nosso movimento, são partidárias do Governo ou têm cargos públicos, fazendo destes porta vozes institucionalizados, verdadeiros algozes dos movimentos sociais, como foram às inúmeras sentenças proferidas sem a consulta prévia e a negação ao direito de defesa da classe trabalhadora. Talvez isto se confirme caso o judiciário estadual sentencie contra a greve dos trabalhadores em educação [mais uma vez], marcada para manhã, daí a antecipação por este jornal da sentença que ainda não foi proferida, mas que com certeza o governo já sabe antecipadamente.
É público é notório que a imprensa cor-de-rosa, como também é conhecida, tem fama de apoiar os tucanos durante os longos anos de convivência harmoniosa entre os dois. Mas queremos chamar a atenção que as verdades devem prevalecer, nos outros meios de comunicação confiáveis e que não recebem nenhum centavo para informar a verdade sobre os fatos. Ou talvez estejamos errados. Talvez o uso das antenas retransmissoras que esta organização utilize para transmitir o seu sinal, seja mais uma invenção para difamar a imagem tão arranhada destes senhores e senhoras.
"Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então"
.
A greve continua!

Fonte:http://www.sintepp.org.br/v2011/noticias_destaque_2/index.php?id_noticia=11

Informe de Assembleia em Castanhal


O movimento de greve dos trabalhadores de Castanhal teve sua última reunião no dia 24/10/2011, às 17:00 horas, na escola CÔNEGO LEITÃO. A mesa foi presidida por Rubenixson Farias, que deu os seguintes esclarecimentos: a ameaça do corte de ponto vem crescendo, porém o departamento jurídico do SINTEPP já toma providências; o município de São Francisco, após negociação, manteve a greve; não houve avanço nas negociações com o governo; algumas escolas cogitam a possibilidade de voltar ao trabalho, na figura de seus profissionais; e ainda enfatizou a importância de se começar a discussão do PISO 2012 (R$1450,00), que representa para a categoria mais mesas de negociação com o governo. Em seguida, a fala foi aberta aos participantes da reunião, com o fim de dar esclarecimentos, propostas, denúncias e informes.
Max Melo destacou que a greve da categoria não é por reajuste salarial, mas pelo cumprimento da LEI DO PISO; Marcos Bastos mencionou o enfraquecimento político do governo de Simão Jatene, além dos desvios e falhas a serem corrigidos pela categoria ora em greve; José Alacidi relembrou o que o Secretário de Planejamento deixou escapar em mesa de negociação: há verba para pagar o piso, porém o governo do estado ainda espera a complementação da União para fechar a folha de pagamento, o que já foi mais que retrucado tanto por Luiz Araújo (Professor, mestre em políticas públicas em educação pela UnB e doutorando na USP) quanto por Jair Pena (Conselheiro do FUNDEB Estadual); Raimundo Gomes lançou como um dos argumentos a serem usados pela categoria nas negociações do Piso 2012 (R$1450,00) o PPA (Projeto PluriAnual); Ricardo Sodré ressaltou as mazelas sociais em que se estão mergulhadas as escolas, dando sugestão de fotografá-las e filmá-las de forma a produzir documentos e provas a serem encaminhados ao Ministério Público, a exemplo das escolas ROTARY e Eucione Barbalho, e publicados no blog do SINTEPP (sinteppcastanhal.blogspot.com); Edwilson Barbosa também falou das mídias alternativas (principalmente o  youtube) como instrumentos de denúncia, fez um feedback da repercussão do ato público em Castanhal na imprensa e da importância do diálogo com os pais e comunidade escolar a respeito da greve; Andrei Goulart manteve o fortalecimento ideológico do movimento grevista e ressaltou um ponto importantíssimo da atual realidade da categoria: após a greve, as negociações com o governo continuam, pois as demandas não são sanadas em dias ou meses, ou em duas ou três conversas; por fim, Lucas Freitas fez a divulgação do blog sinteppcastanhal.blogspot.com e lançou proposta de ato público em Castanhal para o dia 26/10/2011, mas ficou decidido que a categoria se dirigiria a Belém, a fim de engrossar o movimento no centro de decisões, Belém.
A palavra final dada na reunião foi a continuação da greve, agendado próximo encontro com o SINTEPP Castanhal para segunda-feira, 31/10/2011, ás 08;00 da manhã na escola CÔNEGO LEITÃO.
Daniele de Sousa Santos
(professora de Língua Estrangeira do  município de Ourém, pela  14ª URE de  Capanema, filiada ao SINTEPP, sub-sede Castanhal).

Perguntas de um aluno que lê.

Se o governo não paga o piso de 1.187 o que dirá de 1.450?
Se são mais de 500 só em Castanhal, cadê esse povo aqui na praça?
Por que muitos colegas meus disseram “ôba!” quando iniciou a greve?
Por que a imprensa costuma dar atenção especial ao terceiro do médio?
De onde está saindo o dinheiro da campanha do “NÃO À DIVISÃO”?
Quem arrecada o dinheiro que é “queimado” na Alepa?
Por que a greve dos bancários durou bem menos que a dos professores?
Se a greve não foi considerada ilegal, por que houve desconto por “falta de greve”?
Seria um apelo do governo para que haja mais greve?
Cadê a União Municipal dos Estudantes de Castanhal?
Por que não tem grêmio estudantil em minha escola?
Mas o que é mesmo PCCR?
Quanto o governo paga por cada hora-aula?
Por que não consegui vaga em escola do meu bairro?
Por que só agora um novo componente curricular no médio das escolas estaduais?
Por que os professores ficam desesperados por carga horária no início de cada ano?
Por que cortam o meu ônibus escolar no final de dezembro?
A criação do Pro-Enem resolve a deficiência das escolas estaduais?
Por que minha escola não tem sala de teatro?
Se no Município há quadras cobertas nas escolas, por que no estado isso não ocorre?
O que os nossos pais pensam da greve?
Quando acabar o dinheiro do sindicato, quem vai para as manifestações na capital?
Se a estiagem se aproxima não é bom guardar um pouco de arroz e feijão?
Será que o professor que parou e ficou em casa está ajudando a fortalecer o movimento?
O que o professor faz quando está em greve?
Por que aumentou em mais de 200% o número de alunos do médio nas particulares?
Quem disse que somos coitadinhos?
Acaso esqueceram que somos cidadãos e como tais devemos ser respeitados?
Acaso pensam que somos tapados?
Quem inventou o twitter e o facebook?
O que será o amanhâ?
Castanhal, 24 de outubro de 2011.
Prof. Raimundo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

HIT DA SEMANA - (Versão de se esta rua fosse minha...)

Se as escolas se as escolas fossem minhas, eu mandava eu mandava reformar, equipava, equipava cada uma não deixava um material faltar...
Se as escolas se as escolas fossem minhas, eu mandava eu mandava compensar e pagava e pagava mais que o PISO! Pra nenhum, nenhum professor GREVAR...
Mas, que pena, isto aqui é uma paródia, e o governo só quer radicalizar, ignora ignora a LEI DO PISO... e então a greve vai continuar!! Se eu grevar, seu grevar por mais uns dias com saudades e sem dinheiro vou ficar!! Ao tucano que governa o meu ESTADO, pouco importa se eu morrer de esperar!!
Mas, a greve mas, a greve continua, não voltamos até ele recuar...

Autora: Jucirene Araújo

Fonte: http://www.facebook.com/groups/277920062226741/

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Carta ao trabalhadores(as) em Educação da rede estadual em Greve

Trabalhadoras e trabalhadores em Educação!
Chegou o momento crucial do movimento. Até então, decidir em assembleia pela adesão à greve sem ameaça de desconto em folha pelos dias parados não exigia tanto da categoria. Mas, e agora? Qual o comportamento que teremos diante da real ameaça de corte no vencimento salarial a partir de outubro? É verdade que ainda não ouvi ninguém dizer que vai voltar para sala de aula por medo das ameaças do governador. Só que alguns estão dizendo que já estão sabendo que fulano e beltrano não pretendem continuar no movimento paredista. Nas assembleias que realizamos semanalmente esses fulanos e beltranos não aparecem.
Ainda bem que há um número significativo de trabalhadores em educação sintonizados com o movimento e propensos a radicalizar, inclusive ocupando prédios públicos ou interditando avenidas. A ideia de panelaço é ótima! Nosso sucesso depende dessa vanguarda, formadora de opinião e capaz de convencer os inertes de que as conquistas muitas vezes resultam de sacrifícios.
Seria muito bom se todos os professores fossem exclusivos da Secretaria Estadual de Educação. Melhor ainda se tivéssemos duzentas horas numa única escola, tendo pelo menos 20% de tempo livre para atividades extra-classe. Tudo isso regado a um piso salarial de R$ 1.450,00 (eu falei piso, não teto!). Seria excelente! Só que a realidade é outra. Trabalhar em duas ou mais escolas estaduais parece ser a regra, não por opção dos professores. A questão salarial também pesa, obrigando muitos a buscarem carga horária em escolas municipais ou particulares. O resultado disso todos conhecem: falta de tempo para participar das assembleias; impossibilidade de ir a Belém nas grandes manifestações. Há quem ouse afirmar que até o voto pela greve soa como válvula de escape diante do exíguo tempo livre que esses profissionais dispõem. Prefiro acreditar que a decisão em suspender as aulas foi resultado de uma postura consciente de cada um dos mais de cento e cinquenta professores presentes no pátio da escola Cônego Leitão.
Pelo sim, pelo não, chegou o momento de saber se estamos realmente imbuídos do mesmo ideal. Ter medo até que é aceitável. O que é repugnante é a covardia. Justificar sua ausência dos atos públicos e assembleias por estar trabalhando em escolas municipais ou privadas até que aceitamos. Agora, retornar sorrateiramente às escolas para trabalhar após passar uma temporada no ócio é desonesto. Essa possibilidade impele os aguerridos à radicalização. Nossa tarefa torna-se mais árdua, pois primeiro precisamos convencer os possíveis refratários de que o governo aposta no enfraquecimento do movimento grevista.
Não vou apostar porque não se trata de um jogo. Se fosse, depositaria todas as fichas no movimento sindical. Mais do que em anos anteriores, percebo uma dose maior de coerência em nossas lideranças. A participação da categoria também é mais expressiva lá e aqui. A decisão do STF, a postura arrogante do governo estadual, a inconsistência da decisão do juiz Helder Lisboa, a proposta indecente de Simão Jatene em pagar a diferença do piso em 24 meses e a visível sintonia entre a direção do sindicato e a categoria nos dão a certeza de que sairemos dessa batalha vitoriosos.
Quero crer que dias melhores virão para nós, nortistas. Tomara que não demore muito o dia em que 10% do PIB nacional serão investidos em educação. Que o bom desempenho dos alunos das escolas públicas do Fundamental e do Médio possam aparecer nas manchetes não como zebra.
Oxalá um dia eu possa sorrir vendo os professores de escolas públicas matriculando seus filhos em escolas mantidas pelos impostos dos contribuintes. Acredito que estamos dando um passo decisivo para que este sonho seja transformado em realidade.
Castanhal, 20 de outubro de 2011.
Prof. Raimundo.

domingo, 23 de outubro de 2011

JATENE NÃO VALORIZA EDUCADORES

A desvalorização dos professores por parte do Governador do Estado, Simão Jatene, é lamentável. Eles não costumam mais serem lembrados como eram antes. A profissão já não gera tanto interesse. É inegável o valor que o professor tem para a sociedade, no que diz respeito à formação de cidadãos mais íntegros e a preparação para o futuro da vida.

A greve em andamento durante os dias de paralisação envolveu o Dia do professor, em 15 de outubro. A data foi celebrada pela primeira vez em 1947, em uma pequena escola de São Paulo. Mais do que ser lembrado, o profissional da educação espera mesmo é ser valorizado, antes de tudo.

Na jornada de trabalho somam cerca de dez horas só em sala de aula. Acrescente-se outras atividades, como elaborar projetos, fazer pesquisas, correção de provas e organização de apostilas. Todas estas tarefas resultam em um salário que não compensa tanta dedicação. Sabemos que atualmente o valor do piso salarial para professores da rede pública de ensino foi fixado em R$ 1.187,97 mensais para 40 horas por semana.

Os professores da rede estadual estão em greve, reivindicando o cumprimento da lei referente ao piso salarial. A falta de respeito por parte do governo do Estado do Pará, que segue o exemplo de muitos, vem prejudicando quem se dedica ao ensino nas escolas. Membros da administração pública estão mentindo o tempo todo, dizendo que faltam recursos para atender as reivindicações. Todos sabem que dinheiro existe, porém, a educação não é prioridade.

Até o início desta semana professores da rede pública não retornaram às aulas. Continuam em greve e não voltam de imediato. Conforme assessoria jurídica do SINTEPP, não é o Juiz que determina quando se tem de voltar ao trabalho. A decisão é da classe que resolve em assembléia geral quando deve voltar ou não. Os professores vêm reivindicando pagamento imediato da diferença entre o que receberam atualmente e o piso salarial nacional do magistério, determinado em lei no valor de R$ 1.187,97.

Os trabalhadores da educação incluem nas reivindicações a implementação correta do Plano de Cargos, carreira e Remuneração (PCCR). Infelizmente o governador Simão Jatene vem afirmando que concretizou o PCCR, entretanto, a maioria dos que trabalham na educação foi prejudicada pela redução salarial. O fato do Governo do Estado ter recorrido à Justiça, argumentando que o movimento grevista é abusivo, não condiz com a realidade.

Os profissionais da educação já vem tentando negociar com a atual administração do Estado há mais de nove meses. Até o momento não se chegou a uma negociação favorável à categoria, principalmente a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) em 100% do seu conteúdo. Mesmo sendo lei a ser cumprida pelo governo, o piso salarial até o momento só foi pago aos professores R$ 27,00.

Diante de tal situação, a greve já atinge 70 municípios do Pará. Em Belém, a paralisação é de 80%, mesmo que o governo tente enfraquecer com ameaças o movimento em vez de negociar de maneira clara e honesta.

Por: José Alves

Fonte: http://www.oimpacto.com.br/artigos/jatene-nao-valoriza-educadores/#comment-20120